Castanha de caju, noz pecã e macadâmia, nutritivas e gostosas

15/05/2010 04:28


Castanha de caju, noz pecã e macadâmia, nutritivas e gostosas

Foto: Eduardo Aigner

“Olha, mulher!”, diz espantada Cleoneide de Lima e Silva, ao ver o pote de degustação novamente vazio. Rapidamente, ela abre mais um pacote de castanhas de caju: “vamos degustar, vamos degustar!”.

O produto veio do Ceará, da Central de Cooperativas Copacaju, criada em 2004. São dez cooperativas que produzem dez mil quilos de castanha por mês.  Quatro assentamentos da reforma agrária participam da iniciativa.

O produto  não pára no pote de degustação e nem nas estantes. Cleoneide trouxe 405 kg de castanhas,  que podem ser adquiridas nas versões natural, torrada e salgada e caramelizada. “Os gaúchos estão comprando bastante caramelizada”, conta a agricultora. A torrada e salgada é a preferência nacional, e a natural pode ser utilizada na culinária. Além de gostosas, são ricas em proteína: cada 10 castanhas têm o correspondente a 4% das necessidades diárias de uma pessoa adulta.

Saúde

Uma geada em 1994 levou a família Marcelo Kobiraki a procurar alternativas para a cultura de café. A aposta foi a macadâmia, planta exótica da Austrália, mas que se adaptou  perfeitamente ao norte do Paraná, onde fica o sítio da família. Em 2000, começaram a vender a macadâmia com casca, sem muito sucesso. A solução foi beneficiar: quem visitar o estande da Kisaki Macadâmia vai encontrar a noz  com sal, sem sal, em drágeas e barras de chocolate, bombons, além do óleo (que pode ser utilizado como cosmético ou na culinária) e da farinha.

“Ela é rica em ômega 3, 6, 7 e 9”, explica Marcelo. “É a melhor fonte de ômega 7, que aumenta o colesterol bom”, diz. A mesma substância é hidratante, o que leva a macadâmia a ser muito utilizada  em produtos de beleza.

Delícias

Outro estande em que a degustação não pára é o das nozes Pitol, produzidas em Anta Gorda (RS). A noz pecã está sendo vendida in natura, salgada, doce, inteiras, quebradas ou moídas. Também estão disponíveis o chá da casca e a deliciosa rapadura de nozes.

O agricultor Auri Goldoni  calcula que já vendeu metade do estoque. O segredo está em oferecer o produto para que o consumidor prove. “A degustação é essencial. Se o cliente estiver em dúvida, leva na hora !”, diz.

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